O Vaticano reconheceu nesta terça-feira (16) a existência de casos de pedofilia cometidos por padres no Brasil. Segundo a agência de notícias AFP, o porta-voz da Santa Sé, padre Federico Lombardi, desmentiu que os envolvidos sejam bispos. O anúncio surge depois da exibição na última quinta-feira do programa Conexão Repórter, comandado pelo jornalista Roberto Cabrini, no SBT.

"Eram padres", disse Lombardi, sobre os acusados de abusar coroinhas no município de Arapiraca, interior de Alagoas. O porta-voz também reconheceu que dois dos três religiosos envolvidos possuem título de monsenhor, embora sejam simples padres. 

"Foi confirmado que nenhum dos três envolvidos era bispo. Um deles foi afastado da paróquia e será julgado pela justiça civil. Os outros dois foram suspensos de suas tarefas eclesiásticas e estão sendo submetidos a um processo canônico por suspeita de pedofilia, mas até agora negam tudo", disse o porta-voz do Vaticano.

O Conexão Repórter, do SBT, exibido em Teresina pela TV Cidade Verde, mostrou no último dia 11 denúncias de coroinhas contra padres de Arapiraca. Um vídeo foi gravado com um deles, já maior de idade, mantendo relações sexuais com um dos acusados, um padre de 82 anos. No entanto, as vítimas acusam os religiosos de crime de pedofilia, por abusos supostamente sofridos ainda quando eram menores.

Ainda segundo a AFP, o advogado do padre disse que as relações sexuais filmadas foram consentidas, e o mesmo rejeitou que o caso fosse tratado como pedofilia. Ele ainda acusou os jovens de tentarem extorquir o padre, tendo até assinado documento no qual se comprometiam a não divulgar o vídeo. 
O estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, 24 anos, o Cadu, que confessou ter assassinado o cartunista Glauco Vilas Boas, de 53 anos, e seu filho Raoni, de 25 anos, admitiu nesta terça-feira, 16, que o crime foi premeditado. Ele prestou depoimento na sede da Polícia Federal em Foz do Iguaçu, no Paraná. Nunes foi ouvido durante três horas pelo delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Osasco. De acordo com o delegado, Cadu disse que matou o cartunista e o filho porque teve uma "inspiração divina". Veras Júnior disse ainda que o estudante parecia "desequilibrado" e disse ser um "profeta."


A reportagem do Jornal da Tardeconversou com a equipe de policiais deslocados de Osasco para o Paraná às 19h30 desta terça, momentos após o check-in para o voo 3168, da TAM, no Aeroporto de Foz do Iguaçu, que traria os policiais de volta a São Paulo. Além de Veras Júnior, o investigador Júlio e a escrivã Gláucia também ouviram o depoimento do estudante.
ReproduçãoApós assassinar pai e filho na madrugada de sexta-feira, Cadu refugiou-se em um matagal, roubou um carro no domingo pela manhã e seguiu até Foz do Iguaçu, de onde tentou entrar no Paraguai. Perseguido por policiais federais, só foi capturado pela Marinha paraguaia quando já estava na Ponte da Amizade, na fronteira entre os dois países.
Em seu depoimento, o estudante afirmou que sua intenção era levar Glauco para a casa de sua mãe. Mas seu plano foi frustrado depois que o estudante de publicidade Felipe de Oliveira Iasi, 23 anos, que o levou à chácara, fugiu. Contudo, o delegado afirmou que essa versão será considerada após o rastreador via satélite do veículo de Iasi e do celular de Cadu serem analisados.
Para Veras Júnior, o estudante aparentou ser perigoso, alterou-se durante seu depoimento e dá a impressão de que não pode ser contrariado. Ele disse ainda que Cadu tem o perfil de psicótico, é extremamente inteligente, detalhista e repara em tudo. Para o delegado, o fanatismo religioso pode ter levado Cadu a abandonar os estudos por repetidas vezes.
Ao todo, o estudante deverá responder por nove crimes. Em São Paulo, ele deve ser indiciado por duplo homicídio, tentativa de homicídio, lesão corporal dolosa e roubo. Já no Paraná, Cadu vai responder a processo de tentativa de homicídio, resistência à prisão, porte ilegal de arma e porte de entorpecentes.
Em relação à transferência do estudante para o Presídio Federal de Catanduvas (PR), o delegado Pimentel explicou que essa é apenas uma hipótese. Até agora, a Justiça Federal do Paraná não decidiu se o acusado será removido para São Paulo.

Depois de tirar do ar as inserções do PT protagonizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a Justiça Eleitoral de São Paulo ordenou nesta terça-feira, 16, que o partido parasse de veicular também filmes estrelados pelo senador Aloizio Mercadante (PT-SP).
Autor das representações, o PSDB alega que as inserções configuram propaganda eleitoral antecipada. A medida tem caráter liminar e foi tomada pelo corregedor regional eleitoral de São Paulo, desembargador Alceu Penteado Navarro. No início desta noite, a direção estadual do PT foi notificada da decisão.
No filme, que foi transmitido na segunda-feira, 15, Mercadante faz uma série de elogios ao governo Lula. Em seguida, volta o discurso para esfera estadual: "Você não acha que depois de tanto tempo já é hora de São Paulo dar ao PT a chance de governar todos os paulistas?"
As inserções do PT começaram a ser veiculadas no fim da semana passada. No primeiro filme, cuja veiculação foi proibida na segunda pela Justiça Eleitoral, Lula procurava aproximar Dilma do eleitorado paulista, ao dizer que ela tem "a cara e a alma de São Paulo". Diante da restrição, o PT avisou que levaria ao ar a gravação com Mercadante, cuja transmissão já estava prevista.
"É péssimo ver que a oposição escolheu o caminho do Judiciário para fazer o debate eleitoral", queixou-se o presidente estadual do PT, Edinho Silva. As próximas entradas serão preenchidas por um vídeo estrelado pela ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy, que também já estava pronto.
Ao proibir a transmissão do filme que mostra Lula e Dilma, a Justiça Eleitoral atendeu a um pedido do PMDB, reforçado também pelo PSDB. O corregedor eleitoral Alceu Penteado Navarro entendeu que o vídeo contraria a lei que rege a propaganda partidária, na qual é vedada a promoção de candidatos a cargos eletivos.
Mercadante vem sendo anunciado por petistas como o novo candidato escolhido pelo partido para disputar o governo de São Paulo, diante dos sinais dados pelo deputado Ciro Gomes (PSB) de que não tem interesse na vaga. O senador tem liderado conversas sobre a candidatura nos bastidores, mas até agora não se posicionou publicamente sobre o assunto. Caso o novo plano do PT seja oficializado, a expectativa é a de que Marta Suplicy seja lançada candidata ao Senado.

TRE-DF cassa mandato de José Roberto Arruda

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decidiu na noite desta terça-feira, por quatro votos a três, acatar o pedido do procurador eleitoral Renato Góes Brill e determinar a cassação do mandato do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (ex-DEM, sem partido), por desfiliação partidária sem justa causa.

Arruda está preso desde 11 de fevereiro por suspeita de suborno de testemunha no inquérito que investiga um suposto esquema de corrupção em seu governo. Nesta terça, sua defesa entrou no Superior Tribunal de Justiça (STJ) com pedido de revogação da prisão . Entre as alegações, estão o excesso de prazo da prisão e problemas de saúde - também nesta terça, seu médico, Brasil Caiado, afirmou que Arruda precisará fazer um cateterismo para avaliar a obstrução de uma artéria.
No começo da sessão desta terça, Góes minimizou a posição do DEM de não requerer o mandato. "Os partidos não têm à sua disposição a transação do mandato eletivo. O partido não pode barganhar cargo político. A inércia do DEM é desinfluente", afirmou. Na defesa do governador, a advogada Luciana Lóssio argumentou que ele sofreu "discriminação pessoal" ao ser avisado pela cúpula do DEM que seria expulso da legenda por causa do escândalo de corrupção no DF. A discriminação é um dos itens considerados pela Justiça para aceitar a desfiliação partidária sem que o político seja punido. "Ele tornou-se uma pessoa indesejada dentro do partido. Todos tinham aversão ao governador", afirmou a advogada.

caso isabela [2009]

 A menina Isabella morreu ao ser jogada do sexto andar do prédio onde moravam os acusados na zona norte de São Paulo. Para a promotoria, a madrasta tentou esganá-la e o pai a jogou do sexto andar do apartamento pela janela. O casal, que está preso em cadeias no interior de São Paulo, alega inocência. Eles sustentam a tese de que uma terceira pessoa jogou a menina do prédio.